- o atentado na rua Toneleiros, o suicídio de Vargas mostra a grande crise emocional e política que vivia o país, isso se misturava à Guerra Fria, onde ocorria grande polarização das relações internacionais.
- grande importância da imprensa.
uma conjuntura política de crise que se iniciou com a posse de Vargas em 1951, mas que estava referenciada principalmente ao período do Estado Novo, e cujo desfecho em 1954 teve desdobramentos que iriam atravessar todo o final da década de 50 e chegar até 1954.
- “ a publicidade dá forma à própria produção dos acontecimentos”
- foi durante o Estado Novo que Vargas aprofundou sua incompatibilidade com a imprensa e criou uma imagem negativa junto aos intelectuais e jornalistas na medida em que a Constituição de 1937 aboliu a liberdade de expressão do pensamento.
- a posição mais extremada era representada pelo jornal Tribuna da Imprensa, dirigido por Carlos Lacerda.
- a direita era representada pelo jornal Última Hora.
- Diário Carioca, Diário de Notícias, O Estado de São Paulo e Correio da Manhã –> comportamento menos emotivo.
- em relação ao atentado na Toneleiros, entre o ato e a “conclusão” (Vargas é culpado) feita pelos jornais, não demoram sete dias.
- na semana após o atentado, os jornais publicam a “renúncia” de Vargas.
- o desfecho da crise não era previsível.
- em agosto de 1954 os principais órgãos de imprensa do país, atuaram decisivamente tanto na formação de um consenso a respeito da crescente inviabilidade política e moral do prosseguimento do mandato de Vargas, quanto na intermediação do diálogo e da articulação entre os diferentes grupos das elites políticas aptas a intervir na resolução do impasse. Em particular, os diversos setores militares.
- cada jornal e suporte de uma posição particular.
Texto de Alzira Alves de Abreu, in “Vargas e a crise dos anos 50”
Introdução à História – no 2002