Fichamento: As Festas que a República manda guardar – Lúcia Lippi de Oliveira

- distinção entre República e Império no Brasil, quebra de uma tradição e a construção de um novo universo simbólico capaz de conferir legitimidade à nova nação republicana.

- a crise no Brasil envolve o cristianismo em relação ao país e aos políticos, “ o novo” é melhor.

- ao se iniciar um momento novo, precisa-se evocar um tempo remoto.

-> Revolução Francesa:

- conjuga o novo e a volta às origens.

- igualdade: os homens são iguais por natureza.

- alteração do calendário, exemplo extremo de que controlar o tempo se torna essencial ao poder.

- a nação enquanto uma “comunidade política imaginária” precisou organizar e disciplinar os indivíduos, constituindo uma memória nacional.

- memória = objeto fundamental para a identidade da nação.

- lema: “liberdade, igualdade e fraternidade”

-> Regime Republicano no Brasil

- Os dez primeiros anos da República (1889 – 1898) foi um tempo forte, composto por momentos de efervescência da vida política.

- monarquistas x Republicanos – conflito explícito

- monarquistas –> grupo de grande consciência ideológica.

- Eduardo Prado (Fatos da ditadura militar no Brasil, 1902), via no Império a presença liberal e a República como introdução ao caudilhismo.

- não há qualquer compromisso essencialmente republicanos na política externa dos EUA.

- Republicanos –> tropa de choque de defesa da República e combate aos monarquistas.

- as festas contribuem para legitimar e dar coesão social à nação.

- Festas da República: 1º de janeiro, 21 de abril, 3 de maio, 13 de maio, 14 de julho, 7 de setembro, 12 de outubro, 2 e novembro, 15 de novembro.

- o regime republicano sempre foi uma aspiração nacional.

- monarquistas e republicanos construíram suas memórias específicas e lutaram por torná-las mais estáveis.

- a memória nacional procura superar as versões e construir símbolos, sínteses que unifiquem, apaguem as diferenças e diluam as lembranças distintas.

- a inabilidade do governo imperial para solucionar o problema da modernização tornou o regime moribundo e abriu caminho para a República.

 

ANOTAÇÕES DA AULA:

- 1989 –> data do texto; falha no sistema econômico (cruzado); 100 anos de República.

- transformar o passado em presente, para não esquecer da História, através das comemorações.

- Revolução Francesa altera o calendário (mês, semana, nome) e vai até Napoleão, 1805 (reinaugura o calendário), no Brasil chegou essa idéia de alterar o calendário, mas não deu certo por falta de homogeneidade no país.

- os militares são os elementos determinantes do Brasil.

- os artigos de Eduardo Prado (monarquista) faz severas críticas à República, ataca os EUA como grande inimigo do Brasil.

- Revolução Federalista –> começa no Rio Grande do sul e deseja chegar até o Reio de Janeiro, tornando a capital. Nessa época estoura a Revolução Armada –> militares contra o governo. Floriano busca ajuda dos EUA para combater os rebeldes.

- Eduardo Prado diz que é a Inglaterra (monarquia) que ajuda o Brasil, e não os EUA (republicanos).

- utilização da figura de Tiradentes para legitimar a República.

 

Introdução à História – ano 2002

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