Posted by Carina Fagiani in
Ciência Política on 04 2nd, 2009 |
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Tocqueville e Marx são contemporâneos: o primeiro é da primeira metade do século XIX, e o segundo é da segunda metade do século XIX.
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a vida de Tocqueville foi marcada pelo governo de Napoleão, desde a Revolução Francesa até a decadência.
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Tocqueville tenta mostrar que a Europa de 1830 não volta a ser como a Europa de 1825, como era dito; pois a nobreza não governa mais e sim o povo tem poder.
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os EUA não tem que se livrar da carga do Antigo Regime e é um país que não precisou passar por uma revolução violenta.
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Tocqueville fala sobre a época do povo, Marx não.
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Tocqueville vai para os EUA porque é uma país, que na visão dele, “deu certo”.
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Ele dá muita importância à religião; os americanos tem grande capacidade de se associar.
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onde Tocqueville vê igualdade (tema central, é como se governa os EUA), Marx vê desigualdade (não se preocupa com o governo, e sim com as relações entre os homens e seu reflexo na sociedade).
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Tocqueville (1805 – 1859)
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associação / ausência de governo / tirania da maioria
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no segundo livro, Tocqueville percebe uma apatia do povo nos EUA (individualismo).
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os EUA tem consciência cívica, “superando” a Europa.
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Tocqueville era sociólogo, “estudava” as relações sociais (que eram o segredo da sociedade)
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o que mais chamou a atenção de Tocqueville nos EUA foi a igualdade de condições.
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sociedade americana nasceu sem classe social, diferente da sociedade francesa (aristocracia).
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Marx: polarização (burguesia X proletário), ditadura de classes; Tocqueville igualdade democrática.
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“Os povos padecem de suas próprias origens.”
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espírito de religião e liberdade.
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partidos: aristocracia e democracia.
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EUA: todos tem opinião.
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falta experiência arsitocrática na democracia.
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vê a questão da igualdade como risco da democracia.
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Marx: condena as relações de produção
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Tocqueville Estado Social –> igualdade de condições –> idéia de valorização do trabalho assalariado.
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para Tocqueville o trabalho escravo é um atraso, ele elogia o trabalho assalariado, mas não pensa em mais valia, que também é uma forma de exploração (ele se baseava no que tinha visto).
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“enquanto a escravidão é móvel o preconceito é imóvel” –> a escravidão vai acabar; mas o preconceito não.
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individualismo é diferente do egoísmo, é um aneamento da sociedade, é uma ameaça à democracia, “conflito morno”.
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os americanos se associam (em bairros, religiões) sendo um contraponto ao individualismo.
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o conforto morno é um sentimento da classe média.
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sociedade capitalista, onde todos tem uma propriedade, não existe uma classe operária.
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a apatia é um risco da democracia.
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o poder moderno aparece como simples e é onipotente, está em todos os lugares ao mesmo tempo.
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Também sou cientista social. Formei na UNIFEOB em São João da Boa Vista -SP e atualmente faço uma Pós sobre Filosofia Contemporânea na PUC de minha cidade, Poços de Caldas.
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