A Riqueza das Nações – Adam Smith – parte02

LIVRO PRIMEIRO

Capítulo I

  • A divisão do trabalho é a grande causa do aumento das suas forças.
    • Com a divisão do trabalho, o produção aumentou, por exemplo: em vez de 20 passa a produzir 1000 peças por dia; antes uma pessoa fazia todo o processo, agora o processo era dividido em vários trabalhadores.
  • Esse grande aumento da quantidade de trabalho que, em conseqüência da divisão do trabalho, que o mesmo número de pessoas é capaz de realizar, é dividido em três circunstâncias distintas:
      1. Devido à maior destreza existente em cada trabalhador
      2. À poupança daquele tempo que, geralmente, seria costume perder ao passar de um tipo de trabalho para outro
      3. À invenção de um grande número de máquinas que facilitam e abreviam o trabalho, possibilitando a uma única pessoa fazer o trabalho que, de outra forma, teria que ser feito por muitas.
  • A fabricação de máquinas passou a constituir uma profissão específica, feitos por filósofos ou pesquisadores.
    • Com a venda da força de trabalho, surge a riqueza, para esses trabalhadores.

Capítulo II

  • A divisão do trabalho tem origem na propensão da natureza humana à troca; essa propensão só se encontra no homem.
  • Com essa troca, as pessoas acabam se especializando em uma atividade (quem fazia arma para caçar, agora troca sua arma pela carne, pois é mais vantajoso, assim se aperfeiçoa a fabricação de armas); isso dá origem às diferenças de talento, mais importantes do que as diferenças naturais.

Capítulo III

  • A divisão do trabalho é limitada pelo poder de troca.
  • Algumas profissões só podem ser executadas na cidade grande.

Capítulo IV

  • Todo homem subsiste por meio da troca, tornando-se de certo modo comerciante, assim a sociedade se transforma em sociedade comercial.
  • A troca de produtos tinha grandes empecilhos, como ter algo sobrando e alguém quer comprar, mas esse alguém não tem o que oferecer, então o comerciante sempre tinha alguma mercadoria irrecusável, que era usado como dinheiro.
    • Com as pessoas apreciavam os metais, aos poucos eles foram sendo adotados como dinheiro; os metais apresentam vantagens, como: podem ser conservados sem perder o valor, podem ser divididos sem perda alguma em qualquer número de partes.
    • Os metais mais usados: ferro, cobre, prata e ouro.
  • O uso dos metais apresentava dois inconvenientes: pesagem e qualidade.
    • Para resolver esse problema adotou-se a cunhagem do metal (dinheiro cunhado em moeda)
  • Valor tem dois significados: utilidade de um determinado objeto (valor de uso), ou, poder de compra que o referido objeto possui (valor de troca).

Capítulo V

  • preço real e o preço nominal das mercadorias ou seu preço em trabalho e seu preço em dinheiro.
  • O trabalho é a medida real do valor de troca de todas as mercadorias,
  • O trabalho foi o primeiro preço, o dinheiro de compra original que foi pago por todas as coisas.
  • A riqueza é o poder de comprar trabalho.
  • O poder que a posse de uma fortuna assegura, imediatamente e diretamente, é o poder de compra.
  • O valor de troca de cada coisa será sempre exatamente igual à extensão desse poder que essa coisa traz para o seu proprietário.
  • Quando cessa o comércio mediante troca de bens e o dinheiro se torna o instrumento comum, é mais freqüente trocar cada mercadoria específica por dinheiro, do que por qualquer outro bem.
  • O ouro e prata variam de valor, custando mais e, às vezes, menos trabalho, ao passo que um trabalho igual sempre significa sacrifício igual para o trabalhador.
  • O dinheiro é apenas o preço nominal das mercadorias.
  • O trabalho tem seu preço real e preço nominal,
    • Preço real = quantidade de bens necessários e convenientes que se permuta em troca dele.
    • Preço nominal = quantidade de dinheiro.
  • O trabalho é a única medida universal e a única medida precisa de valor, ou seja, o único padrão através do qual podemos comparar os valores de mercadorias diferentes, em todos os tempos e em todos os lugares.

Capítulo VI

  • Originariamente, a quantidade do trabalho é o único padrão de valor.
  • Ao acumular capital nas mãos de pessoas particulares, algumas empregam esse capital para contratar pessoas laboriosas, a fim de obter lucro com o trabalho dessas pessoas.
  • O lucro é regulado por princípios totalmente distintos, não tendo nenhuma proporção com a quantidade, a dureza ou o engenho desse suposto trabalho de inspecionar e dirigir. É totalmente regulado pelo valor do capital ou patrimônio empregado, sendo o lucro maior ou menos em proporção com a extensão desse patrimônio.
  • Uma vez que toda terra se tornou propriedade privada, a renda da terra passa a ser um terceiro componente do preço da maior parte das mercadorias.
  • O valor real dos três componentes do preço é medido pelo trabalho.
  • Em toda sociedade evoluída, os três componente integram o preço das mercadorias.
  • Os três componentes: renda da terra, trabalho e lucros.
  • A renda auferida do trabalho denomina-se salário. A renda auferida do patrimônio ou capital,pela pessoa que o administra ou o emprega, chama-se lucro. A renda auferida por uma pessoa que não emprega ela mesma seu capital, mas o empresta a outra, denomina-se juros ou uso do dinheiro. A renda auferida integralmente do arrendamento da terra é denominada renda fundiária, pertencendo ao dono da terra.

Capítulo VII

  • Em cada sociedade existe uma taxa comum ou media para salários e para o lucro e de renda da terra.
    • Essas taxas são chamadas de taxas naturais dos salários, dos lucros e da renda da terra.
  • Para pagar essa taxa natural, apenas uma mercadoria é vendida ao seu preço natural, ou seja, pela que ela custa realmente, isso inclui também o lucro.
  • O preço efetivo ao qual uma mercadoria é vendida denomina-se seu preço de mercado.
  • O próprio preço natural varia juntamente com a taxa natural de cada um dos componentes: salários, lucro e renda da terra.

Fichamento para aula de Economia Política Clássica – 2002 (Livro Primeiro – cap.I, II, III, IV, V, VI, VII)

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“A Riqueza das Nações – Adam Smith – parte02”

Recebeu 6 Comentários
  1. Miguel disse:

    Oi, meu nome é Miguel, sou graduando de Ciências Sociais na UFRGS e estou postando para dizer que o teu blog tem fichamentos muito completos e, acima de tudo, elucidativos. Está me ajudando bastante nas disciplinas de Antropologia e Política.
    Continue com as belas postagens!

  2. Anonymous disse:

    Carina, alem de vc ser muito bonita, é também muito inteligente! Parabens… e obrigado, seus comentarios sobre Adam Smith me ajudaram muito. Abçs

  3. luziane disse:

    parabens!!!! seu fichamento me ajudou bastante!

  4. Félix disse:

    Excelente fichamento.

  5. Anonymous disse:

    Oi, vc tem o restante do livro fichado? OO riqueza das Nações?

  6. Marilene Costa Santos disse:

    muito bom o resumo apresentado sobre o texto de adam smith.

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