O período que se inicia após o término da Segunda Guerra Mundial (principalmente) e que se estende até o início da década de 90 é conhecido pelo modelo de desenvolvimento econômico orientado para a substituição de importações, por meio do qual o Brasil evoluiu de uma economia agrário-exportadora para uma economia industrial-urbana diversificada. Pode-se dizer que a industrialização por substituição de importações foi um fenômeno dos anos 30 e do período de guerra, isto é, da fase em que a contração da capacidade para importar permitiu que se utilizasse intensamente um núcleo industrial surgido na fase anterior.
O processo de substituição de importações procurou repetir nos países subdesenvolvidos a experiência de industrialização dos países desenvolvidos, se adequando às restrições do comércio exterior. Como característica predominante desse modelo de desenvolvimento temos a perda de dinamismo do setor externo. À medida que o processo de substituição de importações se desenvolve vão surgindo problemas de natureza externa e interna, de efeitos diferentes entre os países, dado às distintas políticas econômicas adotadas por estes países.
A dinâmica do processo de substituição de importações pode ser resumida da seguinte maneira: a partir do aumento da produção industrial de bens de consumo, ao iniciar-se o processo de substituição de importações, verifica-se um aumento correspondente da demanda de bens intermediários e de máquinas e equipamentos em geral. Dada a restrição da capacidade de importar, os preços dos insumos industriais tendem a aumentar, abrindo novas oportunidades de investimentos. Estes, por sua vez, pressionarão ainda mais a capacidade de importar, criando novas tensões estruturais, e o processo avança, e também conforme se desenvolve a produção industrial, cria-se um fluxo de renda adicional, que amplia o setor interno.
Para que a industrialização por substituição de importações se torne possível, é necessário que o país tenha passado pela primeira fase de industrialização induzida pela expansão das exportações primárias, e também, é necessário que essa primeira industrialização tenha alcançado uma certa importância relativa a fim de que o processo de substituição ponha em andamento a segunda fase da industrialização.
Prova (2ª questão) de Economia Brasileira), 2003
Bibliografia:
Achei bem bacaninha sua idéia de colocar textos diversos sobre os temas estudados pelas Ciências Sociais. Sou estudante de Ciências Sociais da USP e estou no 5º ano. Trabalho numa editoria de livros didáticos de geografia e precisava definir melhor o termo “substituição de importações”. Então fiz uma busca no Google e achei seu blog, que ajudou muito! Legal a sua iniciativa!
Sua explicação foi de ótima ajuda pra mim, pois meu professor de geo. grafia me pediu um trabalho sobre isso e em outros sites só haviam explicações complexas sobre o assunto. Parte de seu resumo será minha introdução ^^
Ótima iniciativa! =D